Discurso do Sr. Mihály Dudás, conselheiro da Embaixada da Hungria em Brasília proferido em São paulo, no dia 19 de agosto de 2012

Estimado Sr. Dom Alexandre, Representantes do Colégio Sto. Américo, Representantes da comunidade húngara em São Paulo, Senhoras e Senhores,
Permitam-me começar com algo muito pessoal: Eu cheguei a São Paulo pela primeira vez há 22 anos, em julho de 1990, logo após das primeiras eleições democráticas da Hungria moderna. Passei quatro anos aqui, e quando me despedi em uma reunião no salão do Hotel Solar paulista, eu prometi aos presentes que ia levar um pedaço de São Paulo no meu coração. Posso assegurar que aquele pedaço ainda está no lugar certo.
É um grande prazer estar aqui de novo, representar nesta ocasião a Embaixada e tentar substituir o Sr. Embaixador Csaba Szíjjártó, que atualmente se encontra na Hungria, onde participa da reunião anual dos embaixadores da Hungria. É um prazer estar de volta neste complexo de tradição húngara que leva o nome de Santo Américo, filho de São Estêvão, primeiro rei da Hungria, que com a fundação do país deu motivo para esta comemoração.
Pois comemoramos o fato que há 1012 anos São Estêvão tomou uma decisão que determinou o futuro do povo húngaro. Ele decidiu aceitar as regras da Europa Ocidental: a fé cristã e o direito romano. Ele aceitou a coroa do papa, ato que simbolizou um rei e um país soberano, integrado no sistema internacional da Europa medieval.
Em 1990, com as primeiras eleições democráticas a Hungria recuperou sua soberania e decidiu de novo aceitar as regras da Europa Ocidental: democracia pluripartidária e economia de mercado, ato que simboliza que a Hungria é um país soberano, integrado no sistema internacional da Europa moderna.
Nos últimos 22 anos a Hungria podia ter governos diferentes, mas as prioridades de sua política nunca mudaram: integração euro-atlântica, boas relações com os países vizinhos e responsabilidade pela comunidade húngara fora das fronteiras. O governo atual acrescentou mais uma prioridade, que está sendo denominado como abertura global. No mundo atual, países anteriormente chamados como emergentes, jogam um papel cada vez mais determinante. A Hungria deve prestar atenção aos países, como a China, a Índia, Sud-África, e – claro – o Brasil.
Este ano tivemos a visita do Sr. Presidente de República, do Sr. Ministro de Relações Exteriores, do Sr. Ministro do Desenvolvimento Rural, e da Sra. Secretária de Estado da Educação. Além de seu programa oficial eles não deixaram de visitar também a comunidade húngara. E trouxeram boas notícias: Foi reaberto em São Paulo o Escritório Comercial e Consular da Embaixada, o Governo da Hungria apoiou a renovação da Casa Húngara. Já é costume que alguns representantes da comunidade húngara são condecorados durante essas visitas. Posso adiantar que em outubro a Subsecretária de Estado responsável pela comunidade húngara fora das fronteiras visitará São Paulo e entregará mais algumas condecorações.
E o fato talvez mais importante é que a abertura significa também que os húngaros que durante as últimas décadas perderam sua cidadania agora podem recuperá-la com certa facilidade. Isso significa que esta parte da nação húngara poderá ser integrada não somente em alma, pela língua e cultura comuns, mas também oficialmente, sendo que cada húngaro poderá ter sua cidadania documentada, formando assim uma comunidade inteira com seus compatriotas que vivem no território atual do país, fundado por São Estêvão.
Agradeço sua atenção e desejo-lhes um lindo dia de comemoração!